KEITH FULLERTON WHITMAN, ANDRÉ GONÇALVES, CLOTHILDE E SIMÃO SIMÕES

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KEITH FULLERTON WHITMAN, ANDRÉ GONÇALVES, CLOTHILDE E SIMÃO SIMÕES

Posted OnAgosto 30, 2019 0

A Red Bull Music e o OUT.FEST apresentam um novo trabalho de um reputadíssimo e visionário compositor, improvisador e pensador norte-americano; Keith Fullerton Whitman é dos músicos fundamentais das electrónicas humana e esteticamente mais progressistas ao longo das últimas duas décadas e meia, em que panorama seja. Tem trabalho editado nas grandes catedrais do âmbito, entre a Kranky, Mego ou PAN, e prepara agora o lançamento de uma boxset e de um novo LP, os seus primeiros trabalhos fora das suas edições independentes em algum tempo.

Fundador da crucial distribuidora Mimaroglu, Whitman é para lá de um melómano – sabe tudo e mais alguma coisa sobre a história de imensas músicas. Essa profundidade de conhecimento dá-lhe infinitas ferramentas para abordar tudo quanto é vocabulário, estrutura, textura, espacialização, inovação, subversão. Um artista completo, focado em som e música.

Para esta muito especial ocasião, vai dirigir um ensemble de algumas das figuras mais interessantes da música electrónica nacional, cada uma nos seus âmbitos particulares.

André Gonçalves é há muito um artista activo no campo, seja através das suas instalações, música gravada, trabalhos automatizados/processuais apresentados ao vivo, ou da sua reputadíssima marca de módulos e sintetizadores ADDAC System. Fluido em composição pós-Bryars/Basinski, quando entra em palco com O Carro de Fogo de Sei Miguel quase vira teclista dos Weather Report, versão cósmica.

Clothilde é o heterónimo de Sofia Mestre, que na edição do ano passado do OUT.FEST deu um soberbo concerto no sábado à tarde na Escola de Jazz. Desde então tem pisado cada vez mais palcos importantes, continuando a desenvolver a sua versão altamente progressista, narrativa, melódica e harmónica da síntese modular.

Simão Simões é parte da novíssima geração de criação electrónica, tendo começado a dar nas vistas no último par de anos. Brilhante a montes de títulos, tem tudo o que é preciso e com dose extra de futuro – qualidade de fontes sonoras, rapidez de raciocínio em situações de composição e improvisação, noções melódicas e harmónicas pop mas também antagónicas quando tem que ser. Vai buscar tanto a todo o lado que num textito curto é impossível de o tentar fechar numa caixa. Ver para crer.

Estes quatro artistas vão estar uma semana em residência a preparar esta apresentação, naturalmente em estreia absoluta.

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